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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Da Janela (de Rosa Edna Bulcão)


Olhar longe, muito longe.......
É um rio lindo que corre sem parar
Transportando saudades e lembranças
Saudades do tempo de menina
Era inocente e sempre ficava
Na espera do herói que muito
Demorava a voltar, mas sabia que
Viria e para minha alegria
Chegava sempre assoviando.
Ah! Menina, muito menina
Com inocência e pureza, acreditava
Em todas as histórias.
Hoje já não és mais uma menina
Mas mulher matura que passou por várias
Fases de transformação.
Sofrer foi o lema que mais abordou sua trajetória
Vida não boa, mas necessária para certas mudanças.
O tempo de criança foi muito amargo
Por trás das trancas vivenciou o medo, a covardia,
a saudade, as lembranças....
Hoje só a lembrança perdurou
Mas tudo se transformou
No final sempre o mal perde
Conquistas foram objetivadas,
Hoje já são reais,
Mas ainda não terminou
Apenas abandonou o que tanto lhe doía
Hoje são as conquistas que a preocupam
Todavia elas são reais
E um grito de vitória
Será bradado, venceu enfim a
Persistência e para permanência
Seguirá para sempre os valores
De acreditar que de uma
“casca grossa” sempre existirá alguém
Que deseja ser apreciada e amada,
Apenas deseja ser motivada a se manifestar.

Rosa Edna Bulcão.

Um comentário:

  1. São lembranças de minha infância que muito me ajudou ir em busca dos meus ideais.

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